Coordenador se reúne com diretores regionais em Bauru para debater vários assuntos, em especial o combate à mosca-dos-estábulos

O coordenador da CATI, João Brunelli Júnior, esteve reunido na quarta-feira, 12 de julho, em Bauru, região central do Estado, com diretores das 40 Regionais CATI. O intuito foi debater as ações que estão em andamento pelo órgão e direcionar quanto ao combate a um dos principais problemas que têm afetado a produção de carne e leite no Estado, a mosca-dos-estábulos.

No início da reunião, o coordenador fez um posicionamento sobre o andamento das Propostas de Negócio do Projeto Microbacias II – Acesso ao Mercado que tem este ano para que associações e cooperativas agilizem as aquisições e/ou construções e melhorias relativas aos projetos já apresentados e aprovados. Também as prefeituras que tiveram acesso à verba de R$ 700 mil para readequação de estradas rurais, devido à aprovação de Propostas de Negócio por organizações de produtores rurais da localidade, foram tema do encontro dos dirigentes, com orientação aos técnicos que acompanham os projetos para que os procedimentos tenham celeridade.

Diversos assuntos internos também foram tratados e discutidos entre os presentes, como o uso de veículos oficiais, a atenção aos gastos públicos visando a uma redução por meio de medidas simples de planejamento de ações. O coordenador reforçou, ainda, a necessidade de se procurar parceiros regionais para ações conjuntas, seja entre os próprios órgãos da Secretaria de Agricultura e Abastecimento, como os institutos de pesquisa e seus polos regionais, seja entre outros parceiros com atividades afins como universidades e outros órgãos que, como a CATI, oferecem treinamentos e capacitações aos produtores rurais nas mais diversas cadeias produtivas, como o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar), Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), sindicatos rurais, Conselhos de Desenvolvimento Rural, empresas privadas do ramo do agronegócio e outros que possam vir a somar esforços no sentido de auxiliar os produtores rurais em suas atividades.

Mosca-dos-estábulos – Resolução 38 da SAA é tema da reunião destacando o papel da CATI nas ações de prevenção e combate

O dirigente da Assessoria Técnica da Secretaria de Agricultura e Abastecimento (SAA), engenheiro agrônomo José Luiz Fontes, e o diretor da CATI Regional General Salgado e coordenador do grupo técnico criado para o combate à mosca-dos-estábulos, médico veterinário Sidney Egydio Martins, apresentaram a Resolução 38, editada recentemente pela SAA, e que tem como objetivo dar as diretrizes que devem ser seguidas por cada um dos órgãos envolvidos: CATI, Coordenadoria de Defesa Agropecuária (CDA), no âmbito da SAA e Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb), já que as ações envolvem a área ambiental, como o uso de vinhaça e tora pelas usinas de cana-de-açúcar, principal foco de disseminação da mosca-dos-estábulos, além das prefeituras, já que tem havido ataque da mosca também aos seres humanos e não só aos animais (além de bovinos, foram notados ataques em suínos e cães). “As prefeituras têm que ser notificadas para que possam colocar a vigilância sanitária e/ou epidemiológica em ação”, explicou José Luiz Fontes.

A região noroeste paulista, envolvendo Jales, São José do Rio Preto, General Salgado, Dracena entre outras, tem sofrido os ataques mais significativos por unirem as duas principais atividades que contribuem para a incidência da mosca-dos-estábulos: o cultivo de cana-de-açúcar e a bovinocultura, de leite e corte. Como medida preventiva, técnicos da CATI irão visitar propriedades e orientar os produtores rurais quanto às Boas Práticas na atividade, englobando higiene e limpeza dos locais onde o gado transita. É claro que, além disso, é preciso que as usinas também obedeçam às regras, como o uso controlado da vinhaça, o rodízio para que não haja acúmulo do produto favorecendo a proliferação das moscas, entre outras medidas.

“O mais importante da Resolução e dessa reunião foi esclarecer quanto às atribuições de cada órgão porque todos estavam sem saber exatamente a quem cabia cada ação; com a Resolução, os órgãos, passam a ter direcionadas as suas atribuições: a Defesa poderá notificar a Cetesb; a usina, a prefeitura. A CATI poderá identificar os focos em visitas às propriedades; enfim, cada um passa a ter o seu papel mais definido”, explicou a médica veterinária Marianne de Oliveira Silva, membro da assessoria técnica do coordenador da CATI e que dá suporte às cadeias produtivas trabalhadas pelo órgão e que acompanhou a equipe do coordenador na reunião realizada em Bauru.

As primeiras ações da CATI logo após a reunião foram visitas a duas localidades onde foram verificados surtos: os municípios de José Bonifácio, da área de atuação da CATI Regional São José do Rio Preto, e Planalto, da área de atuação da CATI Regional General Salgado. “A CATI, pela sua proximidade com os proprietários rurais, tem papel fundamental nas ações”, afirmou José Luiz Fontes, referindo-se à capilaridade da instituição que chega próximo ao produtor rural por meio do atendimento dos técnicos das Casas da Agricultura espalhadas por todo o Estado de São Paulo. A CATI também tem como aglutinar os órgãos e planejar as ações conjuntas no sentido de capacitar os envolvidos para reduzir a incidência da mosca.



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